Parece estranho, mas na minha opinião o mundo precisa de um pouco menos de sentimentalismo. As pessoas estão colocando amor onde não há nem sombra de importância. É tanta banalização, que o ser humano passou a precisar mais do outro, do que dele mesmo para viver.Essa condição humana de querer atenção já faz parte uma genética pré-estabelecida, mas é incrivel como alguns se acomodam, sem fazer absolutamente nada para sair da zona de dependência.
Particularmente, abomino a ideia de amor por tempo determinado, e acredito sim que esse é um sentimento singular, que só ocorre uma vez na vida. Contudo, o que vejo nas redes sociais, festas e rodas de amigos, é que a frequência de 'amor eterno' na vida das pessoas está aumentando. Relacionamentos que começam com juras de carinho e paixão intermináveis, sendo contraditoriamente terminados em duas, três semanas. Por favor, policiem-se um pouco mais: sintam primeiro, para depois proferir um 'eu te amo'. Não está sendo mais possível diferenciar encenação e sinceridade; todos parecem prometer demais, amar demais... E no fim, os que realmente se importam, são os que menos demonstram.
[...]E por favor, não espere que eu vá ser a pessoa que massageia seu ego: minhas palavras são verdadeiras, e não confetes para alegrar sua auto estima. (CarolRocha)
sábado, 2 de julho de 2011
quinta-feira, 30 de junho de 2011
ciclo finito
Uma das reações mais contraditórias do ser humano é o adeus. Quando a rotina é quebrada e vira saudade, ou alguém sai repentinamente da nossa vida, a primeira medida a tomar é lamentar-se. Inicia-se uma auto-flagelação, e uma falta enorme do que foi perdido toma nosso ser. Contudo, rapidamente se estanca a dor: outro alguém, ou outras situações tomam o lugar do antigo, e o novo se torna essencial. É desta troca de realidades, que se mantém o espetáculo da vida. Para ser sincera, acredito que fazemos amizades para perdê-las. Conhecemos novas paixões, para nos desapontarmos. Nossa crítica negativa quanto à essas coisas, se deve ao fato do ser humano não aceitar ser trocado.Situações multifacetadas, reações diversas: se somos os rejeitados, nos encolhemos. Todavia, quando estamos do outro lado da situação e nos deparamos com a novidade, exalamos alegria. É dai que nasce a contradição, ou quase hipocrisia. O que se deve aceitar, é que cada perda tem sua razão de ser: algo só sai da nossa realidade, para dar lugar a uma coisa maior, e melhor. Toda roda-gigante tem que parar. Na verdade, nenhum ciclo é eterno; a inconstância assusta, mas é necessária para filtrar prioridades, e evoluir positivamente as relações afetivas. Aceitar essa dinâmica natural, é estar em equilíbrio com as pessoas, e mais do que isso: é saber viver.
sábado, 25 de junho de 2011
Esfera de sentimento.
em qual verdade eu deveria acreditar?
se é que a verdade existe
supondo que os fatos fiquem vazios,
o que sobrará depois do nada?
Em qual pergunta eu devo parar?
se é que eu poderia parar de endagar...
As contradições em você estão cada vez mais fortes
onde está sua mão, para que eu possa segurar?
Só não quero lembrar,
daquilo que nem mesmo tive a chance de viver
se é que sei o que quero,
se é que sei o que tive,
se é que tive algo.
Te ofereci mais do que esperava,
me doei de corpo e alma,
em troca queria apenas um olhar,
ou uma mão estendida.
Só tenha certeza,
de que não quero sua obrigação
quero sua afeição, livre, humilde, verdadeira.
Quero um você, que ainda não encontrei,
quero um você, como tiver de ser.
Quero um você que se importe,
quero um você que me torne forte
e não me tire as forças,
como está fazendo, aos cortes.
E sei que se minha última palavra você fosse ler,
viraria a pagina, procurando mais letras
É como sempre, o que você demonstra crer:
que eu nunca tenho desculpas o bastante, para serem aceitas.
se é que a verdade existe
supondo que os fatos fiquem vazios,
o que sobrará depois do nada?
Em qual pergunta eu devo parar?
se é que eu poderia parar de endagar...
As contradições em você estão cada vez mais fortes
onde está sua mão, para que eu possa segurar?
Só não quero lembrar,
daquilo que nem mesmo tive a chance de viver
se é que sei o que quero,
se é que sei o que tive,
se é que tive algo.
Te ofereci mais do que esperava,
me doei de corpo e alma,
em troca queria apenas um olhar,
ou uma mão estendida.
Só tenha certeza,
de que não quero sua obrigação
quero sua afeição, livre, humilde, verdadeira.
Quero um você, que ainda não encontrei,
quero um você, como tiver de ser.
Quero um você que se importe,
quero um você que me torne forte
e não me tire as forças,
como está fazendo, aos cortes.
E sei que se minha última palavra você fosse ler,
viraria a pagina, procurando mais letras
É como sempre, o que você demonstra crer:
que eu nunca tenho desculpas o bastante, para serem aceitas.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Anarquia Religiosa
Minha visão religiosa é tão contra preceitos estabelecidos em um país como o Brasil. Fui criada em um ambiente católico, cresci encorajada a tornar meus, os passos dos meus pais - tendo inclusive feito catequese -. Mas não vejo a igreja como algo presente na minha vida; não faço parte dos 2,3% de ateus do mundo, entretanto não me encaixo em nenhuma ordem religiosa.
O que me norteia nesse aspecto, na verdade, é uma força. Não sei se a devo chamar de Deus. Estou ligada apenas à algo maior, e que rege com perfeição a sinfonia de vidas na terra. Na verdade, é isso que cada ser humano busca na religião: força. Procuram uma razão pela qual devem viver, ou fantasiam um rei poderoso que cura, protege, e livra todos de qualquer mal. Vendo por um angulo psicológico, é a posição fetal tornando-se um estado de querer estar protegido. A constante do ser humano está baseada em, além de procriar, ter um alguém em quem confiar. Dai parte o princípio de ser impossível ser feliz sozinho, ao meu ver. A imagem santa, onipotente e inatingível faz com que uma legião de crentes passem a dedicar toda a sua parte espiritual a algo até então totalmente abstrato.
Minha crítica principal a todo esse modelo religioso (principalmente o Católico Romano) é a maneira moldada que nos apresenta. Por exemplo, todos os ritos de comunhão seguem rigorosamente um roteiro. Claro que uma anarquia religiosa não faria muito sentido, até porque lida não só com preceitos sociais, mas com mentes e sentimentos humanos. Todavia, moldar a forma como as pessoas tem que expressar sua fé, só aumenta a minha concepção de banalização, nesse âmbito. Em uma igreja, normalmente ao início da celebração são distribuídos panfletos, contendo os cantos e a ordem de todos os ritos. Ao desenrolar da mesma, creio que nem 80% das pessoas tem consciência plena de tudo o que leram, ou cantaram. São textos já decorados, e músicas acompanhadas apenas para dar continuidade as demais vozes; definitivamente, não são palavras sinceras. Esse é um dos motivos pelos quais não vou mais à igrejas. Apenas converso com o ser que me dá forças, em casa.
Outro porém nas diretrizes religiosas católicas é a crença retórica na bíblia. Na verdade, não confio em nada que tenha sido feito por um ser humano. A bíblia, sendo um instrumento de direcionamento religioso escrito, foi feita obviamente por seres humanos. Discordo de muitas ideias desse livro e acredito que, novamente, a maioria das pessoas que o lê não enxergam as verdadeiras intenções ou mensagens. São frases multifacetadas, e que tornaram-se uma espécie de oráculo da salvação, onde o humano se purifica e cura as cicatrizes pecadoras.
Contudo, a falha mais grave desta predominante ordem religiosa é a presença de um homem, que julga ser o espelho de Deus na terra: o Papa. Como alguém se coloca no lugar daquele que é aclamado criador de todas as coisas? É quase um sistema hipócrita: o mesmo grupo que adora algo abstrato, torna regra a existência de algo concreto, que represente Deus. Onde fica então, o conceito de fé? eu tenho fé, como já citei, em algo maior, a quem chamam de Deus. Mas para isso, não preciso que ninguém aqui na terra, o represente.
Vejam bem. não é uma crítica negativa, apenas minha visão. Talvez em um estado laico, tudo faria mais sentido. Mas até lá, vou me esgueirando pelas rotas de um quase ceticismo.
O que me norteia nesse aspecto, na verdade, é uma força. Não sei se a devo chamar de Deus. Estou ligada apenas à algo maior, e que rege com perfeição a sinfonia de vidas na terra. Na verdade, é isso que cada ser humano busca na religião: força. Procuram uma razão pela qual devem viver, ou fantasiam um rei poderoso que cura, protege, e livra todos de qualquer mal. Vendo por um angulo psicológico, é a posição fetal tornando-se um estado de querer estar protegido. A constante do ser humano está baseada em, além de procriar, ter um alguém em quem confiar. Dai parte o princípio de ser impossível ser feliz sozinho, ao meu ver. A imagem santa, onipotente e inatingível faz com que uma legião de crentes passem a dedicar toda a sua parte espiritual a algo até então totalmente abstrato.
Minha crítica principal a todo esse modelo religioso (principalmente o Católico Romano) é a maneira moldada que nos apresenta. Por exemplo, todos os ritos de comunhão seguem rigorosamente um roteiro. Claro que uma anarquia religiosa não faria muito sentido, até porque lida não só com preceitos sociais, mas com mentes e sentimentos humanos. Todavia, moldar a forma como as pessoas tem que expressar sua fé, só aumenta a minha concepção de banalização, nesse âmbito. Em uma igreja, normalmente ao início da celebração são distribuídos panfletos, contendo os cantos e a ordem de todos os ritos. Ao desenrolar da mesma, creio que nem 80% das pessoas tem consciência plena de tudo o que leram, ou cantaram. São textos já decorados, e músicas acompanhadas apenas para dar continuidade as demais vozes; definitivamente, não são palavras sinceras. Esse é um dos motivos pelos quais não vou mais à igrejas. Apenas converso com o ser que me dá forças, em casa.
Outro porém nas diretrizes religiosas católicas é a crença retórica na bíblia. Na verdade, não confio em nada que tenha sido feito por um ser humano. A bíblia, sendo um instrumento de direcionamento religioso escrito, foi feita obviamente por seres humanos. Discordo de muitas ideias desse livro e acredito que, novamente, a maioria das pessoas que o lê não enxergam as verdadeiras intenções ou mensagens. São frases multifacetadas, e que tornaram-se uma espécie de oráculo da salvação, onde o humano se purifica e cura as cicatrizes pecadoras.
Contudo, a falha mais grave desta predominante ordem religiosa é a presença de um homem, que julga ser o espelho de Deus na terra: o Papa. Como alguém se coloca no lugar daquele que é aclamado criador de todas as coisas? É quase um sistema hipócrita: o mesmo grupo que adora algo abstrato, torna regra a existência de algo concreto, que represente Deus. Onde fica então, o conceito de fé? eu tenho fé, como já citei, em algo maior, a quem chamam de Deus. Mas para isso, não preciso que ninguém aqui na terra, o represente.
Vejam bem. não é uma crítica negativa, apenas minha visão. Talvez em um estado laico, tudo faria mais sentido. Mas até lá, vou me esgueirando pelas rotas de um quase ceticismo.
domingo, 15 de maio de 2011
conjugação incerta,
Se acaso me julgares,
pior que seus anseios
espere só os espelho
mostrando seu eu, aos meios.
E se ainda duvidades,
lhe conto a verdade;
atrás de todo bem,
provavelmente há maldade.
É o que se espera do ser humano,
a total errata no verbo.
Ao invés de conjulgar o 'ser',
prioriza-se o 'ter', mesmo que incerto.
E outrora me disseste
que es bem melhor que o resto.
Em ultimato digo:
qualquer dia humanidade, lhe testo.
(14.05.2011)
pior que seus anseios
espere só os espelho
mostrando seu eu, aos meios.
E se ainda duvidades,
lhe conto a verdade;
atrás de todo bem,
provavelmente há maldade.
É o que se espera do ser humano,
a total errata no verbo.
Ao invés de conjulgar o 'ser',
prioriza-se o 'ter', mesmo que incerto.
E outrora me disseste
que es bem melhor que o resto.
Em ultimato digo:
qualquer dia humanidade, lhe testo.
(14.05.2011)
domingo, 8 de maio de 2011
Quimera,
Só existe quando não é, só se vale, quando for ser. É um sonho que se constrói da imensidade do nada,é um sonho que se faz de certa irreverência, amada.Sem tempo ou espaço, sem durabilidade: quimera.Nossa humanidade se move inteiramente por ela, fugindo da consciência, aumentando os anseios.E no final, é o surrealismo que se mostra mais real, tamanhos devaneios.
Do que vale a vida, senão do que sonhamos? Então não se enfraqueça por frases ditas pelo outro; pois desistir de um sonho é também, morrer um pouco..
(07.05.2011)
Do que vale a vida, senão do que sonhamos? Então não se enfraqueça por frases ditas pelo outro; pois desistir de um sonho é também, morrer um pouco..
(07.05.2011)
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Sabes que escrevo
Sabes que escrevo;
escrevo, e descrevo.
E é como se orquestrasse uma sinfonia;
E cada nova página, é a melhor música do meu repertório.
Sabes que gosto de grafite;
É seu deslizar pelo branco, não sei ao certo
Mas ao final,
percebo que não cheguei ao fim
e ai recomeço,
descrevo de novo...
Escrevo, descrevo
Sabes que não é entendível,
é um sentir insentível,
e só quem sonha em palavras sabe.
Maldita ortografia, que põe vírgulas nos amores
Do que se valem regras, quando se sentem tantos temores?
Só sei que escrevo, sem me policiar,
de pontos e acentos, vão vocês cuidar!
Gozo do meu mais belo estado,
psíquico, físico, sentimental não
Mas sabes que descrevo,
e finjo de fato viver, o que sem querer escrevo
Sou isso,
sem mais adendos
infinita revolução de sentidos,
pois como sabes, eu escrevo..
(04.05.2011)
escrevo, e descrevo.
E é como se orquestrasse uma sinfonia;
E cada nova página, é a melhor música do meu repertório.
Sabes que gosto de grafite;
É seu deslizar pelo branco, não sei ao certo
Mas ao final,
percebo que não cheguei ao fim
e ai recomeço,
descrevo de novo...
Escrevo, descrevo
Sabes que não é entendível,
é um sentir insentível,
e só quem sonha em palavras sabe.
Maldita ortografia, que põe vírgulas nos amores
Do que se valem regras, quando se sentem tantos temores?
Só sei que escrevo, sem me policiar,
de pontos e acentos, vão vocês cuidar!
Gozo do meu mais belo estado,
psíquico, físico, sentimental não
Mas sabes que descrevo,
e finjo de fato viver, o que sem querer escrevo
Sou isso,
sem mais adendos
infinita revolução de sentidos,
pois como sabes, eu escrevo..
(04.05.2011)
terça-feira, 3 de maio de 2011
Sempre soube,
que o ser humano é mais irracional que os animais. A questão é que chegamos a um ponto de desumanidade extrema. Comemorar a morte de outra pessoa, mesmo se tratando de um assassino, não é algo que deve ser feito. A morte de Osama Bin Laden foi usada como símbolo de Auto afirmação e vitória armada pelo mesmo homem que ganhou o PRÊMIO NOBEL DA PAZ em 2009. Qual é o sentido disso? me digam, como alguém que representa uma nação inteira, pode ver a morte de alguém com bons olhos? A, e é claro, tenho que citar a nação; segundo os tele jornais, a noticia da morte de Osama 'uniu' o país (EUA). Agora, minha pergunta é por que o pais mais influente do mundo se une em torno de uma morte? É claro, ele foi uma pessoa causadora de muitas perdas irreparáveis para os americanos, e para o mundo inteiro. Mas ao meu ver, a morte jamais deve ser comemorada! Isso vai contra qualquer bom senso humano, além de mostrar a face inescrupulosa e definitivamente imbecil das pessoas.Não concordo com a ideologia de Bin Laden, mas a forma como está sendo tratada, pelos EUA, a vida de um ser humano, é desprezível.
Além disso, as demonstrações públicas da felicidade causada pelo evento memorável de ontem, faz com que os seguidores de Osama se sintam cada vez mais minimizados e afrontados.É obvio que a morte de alguém tão procurado assim, terá efeitos colaterias, ouviu sociedade? e não há nada de engraçado nessa história toda.Na verdade, só o que se tem a fazer é esperar, e assistir às duvidas gerais: de um lado, ouvir explicações do governo do Paquistão; do outro, perceber e "acatar" ao fato de que a reeleição de Barack Obama talvez já esteja garantida.Melhorias na economia interna, ou aumento da espectativa de vida?...não, o motivo é a morte do terrorista mais procurado do mundo.
Além disso, as demonstrações públicas da felicidade causada pelo evento memorável de ontem, faz com que os seguidores de Osama se sintam cada vez mais minimizados e afrontados.É obvio que a morte de alguém tão procurado assim, terá efeitos colaterias, ouviu sociedade? e não há nada de engraçado nessa história toda.Na verdade, só o que se tem a fazer é esperar, e assistir às duvidas gerais: de um lado, ouvir explicações do governo do Paquistão; do outro, perceber e "acatar" ao fato de que a reeleição de Barack Obama talvez já esteja garantida.Melhorias na economia interna, ou aumento da espectativa de vida?...não, o motivo é a morte do terrorista mais procurado do mundo.
sem título.
Praticar o desapego, acostumar-me comigo mesma.
E já vou lhes dizendo que prefiro a sobriedade do neutro,
à farsa da certeza.
Permanecer em amor,
e entender meu interior.
Espere! que amor?
Qual sentido novo se fez?
Pois o que sinto já não passa de confusão sem lucidez
Eis que sou entregue ao mundo que queria,
e agora isso está me sufocando.
É a ideia de não conseguir lidar com tudo,
de ter tudo, e não ter...
Apagaria cada linha, cada verso, se o contrário ocorresse,
e diria todas as frases, se você mudasse...
Essas frases são as do sentir, são as que viram silêncio ao som do toque.
Sim, ao som do toque, que se faz sinfonia quando sentido.
Entende o que eu digo? Eu só vejo, não sinto...
Mas eu gosto, não minto.
(03.05.2011)
E já vou lhes dizendo que prefiro a sobriedade do neutro,
à farsa da certeza.
Permanecer em amor,
e entender meu interior.
Espere! que amor?
Qual sentido novo se fez?
Pois o que sinto já não passa de confusão sem lucidez
Eis que sou entregue ao mundo que queria,
e agora isso está me sufocando.
É a ideia de não conseguir lidar com tudo,
de ter tudo, e não ter...
Apagaria cada linha, cada verso, se o contrário ocorresse,
e diria todas as frases, se você mudasse...
Essas frases são as do sentir, são as que viram silêncio ao som do toque.
Sim, ao som do toque, que se faz sinfonia quando sentido.
Entende o que eu digo? Eu só vejo, não sinto...
Mas eu gosto, não minto.
(03.05.2011)
domingo, 1 de maio de 2011
Desmolde,
Pessoas que me acompanham: sim, estou com o toque musical aguçado essa semana. Aos que gostam, aos que não gostam...meu sinto muito, mas escrevi outra música.REVOLUÇÃO, faça parte desse grito!
Desmolde (Carol Rocha)
A extinção do algo,
torna-o raro.
A precisão do certo, mostra-se chata.
E só quando saimos do molde,
assumimos nossa versão do fato.
E não se esqueça da rosa,
Já dizia o poeta.
Mas entenda que o falso moralismo,
nivela argumentos ao abismo
E só se importa de fato,
quem viveu os dois lados da moeda
Desmolde o certo,
arraste o estagnado,
diga basta à sociedade,
com todas as regras e preconceito estampado.
Não recrie o crime,
do comodismo polar;
ou se contenta com o imposto,
ou se limita a aceitar
E eu paro por aqui,
corro o risco de ser censurada;
meu desmolde está dentro,
dos moldes da revolução anarquizada!
(30.04.11)
Desmolde (Carol Rocha)
A extinção do algo,
torna-o raro.
A precisão do certo, mostra-se chata.
E só quando saimos do molde,
assumimos nossa versão do fato.
E não se esqueça da rosa,
Já dizia o poeta.
Mas entenda que o falso moralismo,
nivela argumentos ao abismo
E só se importa de fato,
quem viveu os dois lados da moeda
Desmolde o certo,
arraste o estagnado,
diga basta à sociedade,
com todas as regras e preconceito estampado.
Não recrie o crime,
do comodismo polar;
ou se contenta com o imposto,
ou se limita a aceitar
E eu paro por aqui,
corro o risco de ser censurada;
meu desmolde está dentro,
dos moldes da revolução anarquizada!
(30.04.11)
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Epifanias do óbvio,
(Pois bem amados visitantes, caso não saibam, eu componho também. Ou pelo menos, tento.Abaixo, uma canção...ou uma quase confissão.)
Epifanias (Carol Rocha)
Metade de mim é você,
E outra parte eu nem sei,
Se é algo tão certo de ser,
Por que nada mais eu te dei?
Talvez por falta aviso eu surtei,
Talvez por falta de juízo, amei,
Ou por falta de alguém, eu tentei
Criar amor onde nem ódio estanquei
Se alguém souber o porque,
Por favor, me explique e talvez,
Epifanias do óbvio eu terei,
Já que nem mesmo gostar eu tentei
Proclama a razão de ser,
Que eu daria amor a quem quer me ter,
E não gastaria tanto prazer
com quem nem ao menos quer me ver
Quero que saiba também,
Sou sempre inconstante,
Mas de você sou confessa refém,
Tal qual meu semblante,
Amante,
Irritante,
Constante,
Sou farsante
A mesma que diz sorridente,
‘Dessa vez vai ser diferente‘,
Acaba por fim se rendendo,
quase que no mesmo instante.
E a culpa dessa paixão de sanatório,
É de um coração já sem vida,
Que não responde mais por seus atos,
E nem quer mais outros abraços
Preste atenção, e se detenha
A amar um pedaço de linho
Ou mesmo aquele cachorrinho,
Que no seu portão apareceu
Tome cuidado, amigo,
Pois uma vez amarrado,
Não há como desfazer o nó.
Mas só se prende ao aviso quem pensa,
Que no amor não há recompensa,
Nem momentos inesquecíveis,
Os duradouros e feitos para guardar
Só se priva da luz quem não conhece,
Quem não quer sentir, e se padece
Da magia incomparável,
Luz amável, luz que não se esquece.
(29.04.2011)
Epifanias (Carol Rocha)
Metade de mim é você,
E outra parte eu nem sei,
Se é algo tão certo de ser,
Por que nada mais eu te dei?
Talvez por falta aviso eu surtei,
Talvez por falta de juízo, amei,
Ou por falta de alguém, eu tentei
Criar amor onde nem ódio estanquei
Se alguém souber o porque,
Por favor, me explique e talvez,
Epifanias do óbvio eu terei,
Já que nem mesmo gostar eu tentei
Metade de mim é você,
E outra parte eu nem sei,
Se é algo tão certo de ser,
Por que nada mais eu te dei?
Proclama a razão de ser,
Que eu daria amor a quem quer me ter,
E não gastaria tanto prazer
com quem nem ao menos quer me ver
Quero que saiba também,
Sou sempre inconstante,
Mas de você sou confessa refém,
Tal qual meu semblante,
Amante,
Irritante,
Constante,
Sou farsante
A mesma que diz sorridente,
‘Dessa vez vai ser diferente‘,
Acaba por fim se rendendo,
quase que no mesmo instante.
Metade de mim é você,
E outra parte eu nem sei,
Se é algo tão certo de ser,
Por que nada mais eu te dei?
E a culpa dessa paixão de sanatório,
É de um coração já sem vida,
Que não responde mais por seus atos,
E nem quer mais outros abraços
Preste atenção, e se detenha
A amar um pedaço de linho
Ou mesmo aquele cachorrinho,
Que no seu portão apareceu
Tome cuidado, amigo,
Pois uma vez amarrado,
Não há como desfazer o nó.
Mas só se prende ao aviso quem pensa,
Que no amor não há recompensa,
Nem momentos inesquecíveis,
Os duradouros e feitos para guardar
Só se priva da luz quem não conhece,
Quem não quer sentir, e se padece
Da magia incomparável,
Luz amável, luz que não se esquece.
(29.04.2011)
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Cada um é normal,
dentro da sua própria loucura; por isso, é bobagem tentar entender o que eu penso. Pra mim é normal, pra você pode ser o inferno na terra.Todos sabem que sou uma pessoa extremamente inconstante; isso se deve ao fato de que meu conceito de vida, afirma que ela deve ser VIVIDA, e não PROGRAMADA.Posso permanentemente afirmar, que vivo em uma metamorfose gradativa e inconstante alegria interna.Complicado? Me diga então o que seria da vida, se não fossem as incertezas…é dificil aceitar, mas o “não sei” é o grande filtro, que faz nosso cérebro pensar, decidir, quebrar a cara, e levar a lição pra vida toda! O problema é que, ultimamente, sabe como estou me sentindo? surda. É como se eu estivesse de frente para o melhor cantor do mundo; mas sem entender absolutamente nada, sem ouvir nada.É frustrante não entender a si mesma. E como diriam meus amigos engenheiros: "minha vida é tão confusa quanto a América Central, por isso não me acuse de ser irracional.." Sou adepta confessa da apologia do "não respondo pelos meus atos".
faz um tempo,
que não venho aqui. E é tudo culpa dele, que não passa, ou que passa rápido demais...O fato é que quando pseudo-intelectuais utilizam clichês como "o tempo mostra tudo", ou "o tempo cura tudo", estão certos. Ultimamente, o que o senhor dos ponteiros tem me dito é que pessoas não mudam: elas apenas deixam suas máscaras cairem (mais clichês...). Não é possível chegar a tão deplorável ponto, de reestruturar toda uma personalidade pronta; até porque, personalidade não se muda. De uma maneira ou de outra, tenham em mente que todos somos o mesmo personagem, do início ao fim da trama; o papel interpretado é que muda. Aliás, uma ótima palavra para descrever toda essa arredoma de clichês é papel. Vou citar o exemplo do quase amor, que é o que mais se assemelha com a minha situação: quando um homem, quer muito conquistar uma garota, o papel assumido por ele é o de romantico, cavalheiro. Ai, começam todas as frases feitas, as mensagens no meio da noite, as demonstrações de afeto, e tudo o que se assemelha a cordialidade.Uma vez tendo alcançado o objetivo, ou seja, conquistar a garota, o homem muda totalmente as características do seu personagem: passa a ficar em uma zona de conforto, de auto confiança excessiva. Basicamente, o que eles pensam é: já tenho a peça garantida, pra que vou fingir romantismo, não é?.ENTENDAM, não é assim que funciona, se um jardim já cultivado não for cuidado, as flores morrem, murcham, acabam.Ao contrário do que diz outro ditado popularíssimo, a vida não é feita de fases; não ao meu ver. Uma coisa, é mudar seus conceitos, tendo argumentos que, mais do que convencer a sociedade, possam convencer você mesmo.Outra coisa bem diferente, e um tanto quanto promíscua, é mudar suas atitudes bruscamente, por ter alcançado o ponto em que queria chegar.É claro que existem excessões, mas quando a situação envolve uma segunda pessoa, a regra é dogmática.Mostre quem você é, não viva de papéis escalados para cada momento. O diretor do seu filme é você, e se alguém tem que se adaptar à atitudes expostas, esse alguém é o mundo. A partir do momento em que seu eu, coloca uma máscara para se auto afirmar, quem perde toda a razão é você.E tenho dito.
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