segunda-feira, 8 de agosto de 2011

crônica


Ninguém me alertou. Ninguém me disse que seria tão complicado. E toda vez que tento me acalmar, é como se todas as energias do mundo conspirassem para o contrário. Ainda hoje olho no espelho e enxergo uma menina.Ouviram? Uma menina, e nada mais que isso. A garota que quer correr, quer cantar, quer sentir. A menina que quer viver. Quer amar, e mais do que isso: quer sentir o mundo como sua casa. Ninguém me avisou que seria diferente. Ninguém gritou "Ei, espere! a vida ainda não começou..." Por que não me contaram que seria assim? Por que não sussurraram ao meu ouvido as feridas do mundo?
Sabe, sempre sonhei com fadas, castelos. Mas o menino que meus olhos enxergam está cansado. Está deitado, coitado. Cheirando uma garrafa, será que ele quer ajuda para brincar? Vem menino, vem que a noite já apareceu...Por que não vai pra casa? O menino deve estar com calor, e prefere dormir na calçada. Coitado do menino, coitado.Amanhã eu volto para brincar.
Sabe, sempre sonhei com florestas, árvores grandes. Elas me davam medo, parecia tudo real por um instante. Ontem acordei, e fiquei confusa. Da janela do meu quarto, a nuvem branca ficou cinza. Será que os anjos estavam brincando de colorir o céu? De certo que era mesmo essa a brincadeira. Mas a fumaça tinha um cheiro estranho,  acho que era o novo perfume da tinta guache deles. Mamãe, me compre um estojo novo de lápis? Quero dar aos anjos, para eles colorirem o céu de azul novamente; parecem tão tristonhos. Vou tirar aquela casa grande dali, e desenhar as florestas do meu sonho. Mas serão árvores bonitas, daquelas que dão frutinha. Fruta vermelha, fruta verde...Vai ser uma floresta que não dê medo, bem  verdinha.

Sabe, costumo sonhar bastante. Vejo tanta coisa bonita enquanto durmo. Mas hoje não sonhei. Não, hoje apenas acordei. Hoje acordei com o menino à minha porta. Acordei inalando fumaça, aquela cheiro forte da tinta guache dos anjos...Não! O que é isso, onde estão as florestas dos meus sonhos? Menino, não fique descalço, você pode ficar doente. Olha só, já está espirrando. Entre, vou pedir um chá para mamãe. Espera, não mecha ai, o que está fazendo? O menino levou a carteira do papai, será que ele volta? Tomara que sim, e antes do anoitecer... outro dia vi um bicho naquela calçada, em que o menino costuma dormir. Como será que ele vive? O que será que ele come? tomara que o menino volte logo com carteira do papai, quero perguntar qual a sua comida preferida. Mamãe sempre diz que posso trazer amigos para almoçar, e que a sobremesa gostosa nunca será esquecida.

Por que estão todos me olhando assim? Parece até já deu a hora de ir trabalhar. É, já é hora. Ninguém me avisou que seria tão rápido. Ninguém me disse que eu seria adulta, eu nem ao menos sabia que as pessoas iriam exigir tanto de mim. Mas deixo de prosa, meu despertador continua tocando. E ninguém me avisou... Ninguém me alertou para a hora do mundo, para a dinâmica da vida. Ontem eu era uma menina, e hoje vejam só... Preciso sair, já estou atrasada. Tenho que trabalhar, e pagar a conta que vence essa semana. Mês passado cortaram a luz, e ninguém me avisou. Ninguém me disse que seria assim. Ninguém me visou de coisa alguma, nem ao menos que meus sonhos teriam fim. Mas já é hora de ir embora, pego o ônibus das sete. O motorista sempre estranho, com aquele sorriso medonho... Mas pelo menos, vejo uma paisagem bonita do meu banco. Com todas aquelas árvores, do meu sonho. Ninguém avisou, ninguém me mostrou o novo rosto no espelho. Cadê menininha, cadê? Onde foi que você se escondeu? Aposto que ainda vai aparecer um dia. Mas enquanto não vem, vou vivendo. Vou crescendo, me mantendo. Pois dessa vida, ninguém me avisou. Ninguém me avisou.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Querido Eu.

Estou precisando me colocar em órbita
Alinhar o planeta dos sentidos, ao que a muito tempo não encontro dentro de mim.
Esse movimento interno que vejo, é o contrário do que deveria ser.

E se eu me esconder do mundo?
Será que te encontro , querido Eu?
Onde estás, querido Eu?
Já ei de desistir da brincadeira;
poderás então, aparecer para mim.

Gritar no vácuo, ou nem gritar
Para que falar, o que não se pode ouvir?
São 3 sujeitos querendo se intrometer,
e mais aquele e esse vendendo apoio.
Vendendo Afeto,
Vendendo qualquer resquício de prazer.

São só mais frases da mesma coleção
'Já vai passar',
'Está tudo bem',
'É só uma fase'.
Querem enganar a quem?

Querido Eu manda lembranças,
mandou-me uma carta de saudade.
A tanto tempo não te vejo,
Já estou tão fora da sobriedade.

'Tá tudo bem',
'Já vai passar',
Só preciso me colocar em órbita.

Tá tudo bem, é só uma fase.
Minha estrela cadente já vai chegar.


Querido Eu vai viajar,
Querido Eu, vem me encontrar.

Ciência $em fronteira$

Sabe qual é o grande problema do lançamento 'Ciência sem fronteiras' ? a falta de base. Para participar do projeto, o estudante deve ter inglês fluente...a grande maioria com esse pré-requisito, faz parte justamente da classe mais bem remunerada do Brasil. Ou a Dilma realmente acha que o inglês oferecido pelas escolas públicas chega a um nível fluente?... Pois bem. O programa intitulado "sem fronteiras', não passa de mais um incentivo ao crescimento dos que já são grandes! Existe uma fronteira sim, fronteira essa aliás que é decidida pela classe social do aluno em questão, problema que condena e acompanha nosso país desde sempre. Em síntese, Dilma Rousseff pagará faculdade fora do país, para aqueles que tem total condição financeira de fazê-lo. É quase como dar uma casa a um deputado que já mora em um nobre e caro apartamento (não que isso esteja tão longe assim da nossa realidade, não é?!).
Onde está o incentivo do governo, quanto ao crescimento cultural e educacional daqueles que realmente precisam? Já não basta que as universidades públicas - devendo essas (em tese) serem direcionadas para a população carente, cuja renda não é suficiente para bancar uma universidade particular- ser, ano após ano, invadida por pessoas da alta classe econômica Brasileira? Não, isso não é o bastante caros amigos; Agora, cerca de 25 mil bolsas serão entregues aos filhos de um grande berço de ouro. Decepcionante...Mas o que poderia se esperar da ciranda política em que vivemos, não é?

pra doar, é só aprender a musiquinha!

Posso ser sincera? Criança esperança é o tipo de ação social que eu não apoio. Na verdade, nunca vi nem rastro de resultados obtidos por esse pseudo grupo assistencial, que já virou uma marca vendida pela rede globo, todos os anos. Sou do tipo que tem que ver para crer em certas coisas, sabe...E não me envergonho disso.
Para mim, é como a filosofia base dos cursinhos comerciais: Existe todo um discurso preparado, onde o aluno é o principal beneficiado em todas as circunstâncias. "Queremos que vocês passem, faremos de tudo para isso, e blá, blá blá." Na verdade, os alunos são só números. Eles não estão nem ai se vocês vão passar ou não - a não ser é claro que sua colocação esteja entre as 10 primeiras, em algum curso disputadíssimo como Medicina, Engenharia...Ai, você se torna um tesouro valioso para o Marketing da instituição- . Talvez, seja até mais interessante que você não passe: mais dinheiro garantido na caixa registradora do próximo ano, as custas do sonho Estudantil de ingressar em uma universidade Pública.
O que eu quero dizer fazendo esse paralelo, é que o criança esperança pode não ser esse anjo da guarda que muitas pessoas pensam. Quem garante que todo o lucro é revertido para suprir as faltas dos menos necessitados? das crianças? dos idosos? quem garante?...Estamos falando da maior emissora do país e, obviamente, a mais capitalista. As crianças que, supostamente, são ajudadas, se tornam números acompanhados de imensos cifrões. E o pior crime deles, é utilizar a pureza de um ser humano com tão pouca idade, em prol da máxima do capitalismo: lucrar sempre mais!



Reza a lenda - lê-se 'é transmitido nos comerciais' - que o Criança esperança  já ajudou milhares de jovens, trazendo uma nova e melhor realidade para todos eles. Mas sabe de uma coisa?...eu nunca acreditei em contos de fada.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

tempestade

Mar virgem, mar casto, palco da loucura de sóbrios. Mas o que será pior: insanidade assumida?
ou normalidade de hipocrisia?
É quase que o barco de tortura, é bandeira de sobrevivência: essa vela.
Encontre sua prancha, caminhe sobre ela, sinta o perigo, e afaste  a rotina.
Virou uma mancha,
uma mancha marcada,
uma mancha que marca,
uma mancha que machuca a cabeça dos loucos.
Gosto da loucura, gosto do perigo; prefiro ir nadando, ao requinte do mar brando.

Senti o horizonte, retas no fim do mundo;
pareciam a entrada da liberdade, mas vi uma prisão depois de tudo. É o ciclo dos momentos, tempestade em alto mar.Vento de calmaria, ondas de azar.

Tenho pra mim que  a viajem nunca termina. O porto do desembarque, na verdade, só embarca.
Ainda gosto da loucura, e gosto do perigo.
Prefiro ir nadando, ao requinte de um barco amigo.

~

sábado, 2 de julho de 2011

infeliz teatro comum

Parece estranho, mas na minha opinião o mundo precisa de um pouco menos de sentimentalismo. As pessoas estão colocando amor onde não há nem sombra de importância. É tanta banalização, que o ser humano passou a precisar mais do outro, do que dele mesmo para viver.Essa condição humana de querer atenção já faz parte uma genética pré-estabelecida, mas é incrivel como alguns se acomodam, sem fazer absolutamente nada para sair da zona de dependência.
 Particularmente, abomino a ideia de amor por tempo determinado, e acredito sim que esse é um sentimento singular,  que só ocorre uma vez na vida. Contudo, o que vejo nas redes sociais, festas e rodas de amigos, é que a frequência de 'amor eterno' na vida das pessoas está aumentando. Relacionamentos que começam com juras de carinho e paixão intermináveis, sendo contraditoriamente terminados em duas, três semanas. Por favor, policiem-se um pouco mais: sintam primeiro, para depois proferir um 'eu te amo'. Não está sendo mais possível diferenciar encenação e sinceridade; todos parecem prometer demais, amar demais... E no fim, os que realmente se importam, são os que menos demonstram.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

ciclo finito

Uma das reações mais contraditórias do ser humano é o adeus. Quando a rotina é quebrada e vira saudade, ou alguém sai repentinamente da nossa vida, a primeira medida a  tomar é lamentar-se. Inicia-se uma auto-flagelação, e uma falta enorme do que foi perdido toma nosso ser. Contudo, rapidamente se estanca a dor: outro alguém, ou outras situações tomam o lugar do antigo, e o novo se torna essencial. É desta troca de realidades, que se mantém o espetáculo da vida. Para ser sincera, acredito que fazemos amizades para perdê-las. Conhecemos novas paixões, para nos desapontarmos. Nossa crítica negativa quanto à essas coisas, se deve ao fato do ser humano não aceitar ser trocado.Situações multifacetadas, reações diversas: se somos os rejeitados, nos encolhemos. Todavia, quando estamos do outro lado da situação e nos deparamos com a novidade, exalamos alegria. É dai que nasce a contradição, ou quase hipocrisia. O que se deve aceitar, é que cada perda tem sua razão de ser: algo só sai da nossa realidade, para dar lugar a uma coisa maior, e melhor. Toda roda-gigante tem que parar. Na verdade, nenhum ciclo é eterno; a inconstância assusta, mas é necessária para filtrar prioridades, e evoluir positivamente as relações afetivas. Aceitar essa dinâmica natural, é estar em equilíbrio com as pessoas, e mais do que isso: é saber viver.

sábado, 25 de junho de 2011

Esfera de sentimento.

em qual verdade eu deveria acreditar?
se é que a verdade existe
supondo que os fatos fiquem vazios,
o que sobrará depois do nada?

Em qual pergunta eu devo parar?
se é que eu poderia parar de endagar...
As contradições em você estão cada vez mais fortes
onde está sua mão, para que eu possa segurar?

Só não quero lembrar,
daquilo que nem mesmo tive a chance de viver
se é que sei o que quero,
se é que sei o que tive,
se é que tive algo.

Te ofereci mais do que esperava,
me doei de corpo e alma,
em troca queria apenas um olhar,
ou uma mão estendida.

Só tenha certeza,
de que não quero sua obrigação
quero sua afeição, livre, humilde, verdadeira.
Quero um você, que ainda não encontrei,
quero um você, como tiver de ser.
Quero um você que se importe,
quero um você que me torne forte
e não me tire as forças,
como está fazendo, aos cortes.

E sei que se minha última palavra você fosse ler,
viraria a pagina, procurando mais letras
É como sempre, o que você demonstra crer:
que eu nunca tenho desculpas o bastante, para serem aceitas.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Anarquia Religiosa

Minha visão religiosa é tão contra preceitos estabelecidos em um país como o Brasil. Fui criada em um ambiente católico, cresci encorajada a tornar meus, os passos dos meus pais - tendo inclusive feito catequese -. Mas não vejo a igreja como algo presente na minha vida; não faço parte dos 2,3% de ateus do mundo, entretanto não me encaixo em nenhuma ordem religiosa.
O que me norteia nesse aspecto, na verdade, é uma força. Não sei se a devo chamar de Deus. Estou ligada apenas à algo maior, e que rege com perfeição a sinfonia de vidas na terra. Na verdade, é isso que cada ser humano busca na religião: força. Procuram uma razão pela qual devem viver, ou fantasiam um rei poderoso que cura, protege, e livra todos de qualquer mal. Vendo por um angulo psicológico, é a posição fetal tornando-se um estado de querer estar protegido. A constante do ser humano está baseada em, além de procriar, ter um alguém em quem confiar. Dai parte o princípio de ser impossível ser feliz sozinho, ao meu ver. A imagem santa, onipotente e inatingível faz com que uma legião de crentes passem a dedicar toda a sua parte espiritual a algo até então totalmente abstrato.
Minha crítica principal a todo esse modelo religioso (principalmente o Católico Romano) é a maneira moldada que nos apresenta. Por exemplo, todos os ritos de comunhão seguem rigorosamente um roteiro. Claro que uma anarquia religiosa não faria muito sentido, até porque lida não só com preceitos sociais, mas com mentes e sentimentos humanos. Todavia, moldar a forma como as pessoas tem que expressar sua fé, só aumenta a minha concepção de banalização, nesse âmbito. Em uma igreja, normalmente ao início da celebração são distribuídos panfletos, contendo os cantos e a ordem de todos os ritos. Ao desenrolar da mesma, creio que nem 80% das pessoas tem consciência plena de tudo o que leram, ou cantaram. São textos já decorados, e músicas acompanhadas apenas para dar continuidade as demais vozes; definitivamente, não são palavras sinceras. Esse é um dos motivos pelos quais não vou mais à igrejas. Apenas converso com o ser que me dá forças, em casa.
Outro porém nas diretrizes religiosas católicas é a crença retórica na bíblia. Na verdade, não confio em nada que tenha sido feito por um ser humano. A bíblia, sendo um instrumento de direcionamento religioso escrito, foi feita obviamente por seres humanos. Discordo de muitas ideias desse livro e acredito que, novamente, a maioria das pessoas que o lê não enxergam as verdadeiras intenções ou mensagens. São frases multifacetadas, e que tornaram-se uma espécie de oráculo da salvação, onde o  humano se purifica e cura as cicatrizes pecadoras.
Contudo, a falha mais grave desta predominante ordem religiosa é a presença de um homem, que julga ser o espelho de Deus na terra: o Papa. Como alguém se coloca no lugar daquele que é aclamado criador de todas as coisas? É quase um sistema hipócrita: o mesmo grupo que adora algo abstrato, torna regra a existência de algo concreto, que represente Deus. Onde fica então, o conceito de fé? eu tenho fé, como já citei, em algo maior, a quem chamam de Deus. Mas para isso, não preciso que ninguém aqui na terra, o represente.
Vejam bem. não é uma crítica negativa, apenas minha visão. Talvez em um estado laico, tudo faria mais sentido. Mas até lá, vou me esgueirando pelas rotas de um quase ceticismo.

domingo, 15 de maio de 2011

conjugação incerta,

Se acaso me julgares,
pior que seus anseios
espere só os espelho
mostrando seu eu, aos meios.

E se ainda duvidades,
lhe conto a verdade;
atrás de todo bem,
provavelmente há maldade.

É o que se espera do ser humano,
a total errata no verbo.
Ao invés de conjulgar o 'ser',
prioriza-se o 'ter', mesmo que incerto.

E outrora me disseste
que es bem melhor que o resto.
Em ultimato digo:
qualquer dia humanidade, lhe testo.

(14.05.2011)

domingo, 8 de maio de 2011

Quimera,

Só existe quando não é, só se vale, quando for ser. É um sonho que se constrói da imensidade do nada,é um sonho que se faz de certa irreverência, amada.Sem tempo ou espaço, sem durabilidade: quimera.Nossa humanidade se move inteiramente por ela, fugindo da consciência, aumentando os anseios.E no final, é o   surrealismo que se mostra mais real, tamanhos devaneios.
Do que vale a vida, senão do que sonhamos? Então não se enfraqueça por frases ditas pelo outro; pois desistir de um sonho é também, morrer um pouco..

(07.05.2011)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Sabes que escrevo

Sabes que escrevo;
escrevo, e descrevo.
E é como se orquestrasse uma sinfonia;
E cada nova página, é a melhor música do meu repertório.

Sabes que gosto de grafite;
É seu deslizar pelo branco, não sei ao certo
Mas  ao final,
percebo que não cheguei ao fim
e ai recomeço,
descrevo de novo...
Escrevo, descrevo

Sabes que não é entendível,
é um sentir insentível,
e só quem sonha em palavras sabe.

Maldita ortografia, que põe vírgulas nos amores
Do que se valem regras, quando se sentem tantos temores?
Só sei que escrevo, sem me policiar,
de pontos e acentos, vão vocês cuidar!

Gozo do meu mais belo estado,
psíquico, físico, sentimental não
Mas sabes que descrevo,
e finjo de fato viver, o que sem querer escrevo

Sou isso,
sem mais adendos
infinita revolução de sentidos,
pois como sabes, eu escrevo..


(04.05.2011)

terça-feira, 3 de maio de 2011

Sempre soube,

que o ser humano é mais irracional que os animais. A questão é que chegamos a um ponto de desumanidade extrema. Comemorar a morte de outra pessoa, mesmo se tratando de um assassino, não é algo que deve ser feito. A morte de Osama Bin Laden foi usada como símbolo de Auto afirmação e vitória armada pelo mesmo homem que ganhou o PRÊMIO NOBEL DA PAZ em 2009. Qual é o sentido disso? me digam, como alguém que representa uma nação inteira, pode ver a morte de alguém com bons olhos? A, e é claro, tenho que citar a nação; segundo os tele jornais, a noticia da morte de Osama 'uniu' o país (EUA). Agora, minha pergunta é por que o pais mais influente do mundo se une em torno de uma morte? É claro, ele foi uma pessoa causadora de muitas perdas irreparáveis para os americanos, e para o mundo inteiro. Mas ao meu ver, a morte jamais deve ser comemorada! Isso vai contra qualquer bom senso humano, além de mostrar a face inescrupulosa e definitivamente imbecil das pessoas.Não concordo com a ideologia de Bin Laden, mas a forma como está sendo tratada, pelos EUA,  a vida de um ser humano, é desprezível.
Além disso, as demonstrações públicas da felicidade causada pelo evento memorável de ontem, faz com que os seguidores de Osama se sintam cada vez mais minimizados e afrontados.É obvio que a morte de alguém tão procurado assim, terá efeitos colaterias, ouviu sociedade? e não há nada de engraçado nessa história toda.Na verdade, só o que se tem a fazer é esperar, e assistir às duvidas gerais: de um lado, ouvir explicações do governo do Paquistão; do outro, perceber e "acatar" ao fato de que a reeleição de Barack Obama talvez já esteja garantida.Melhorias na economia interna, ou aumento da espectativa de vida?...não, o motivo é a morte do terrorista mais procurado do mundo.