Mar virgem, mar casto, palco da loucura de sóbrios. Mas o que será pior: insanidade assumida?
ou normalidade de hipocrisia?
É quase que o barco de tortura, é bandeira de sobrevivência: essa vela.
Encontre sua prancha, caminhe sobre ela, sinta o perigo, e afaste a rotina.
Virou uma mancha,
uma mancha marcada,
uma mancha que marca,
uma mancha que machuca a cabeça dos loucos.
Gosto da loucura, gosto do perigo; prefiro ir nadando, ao requinte do mar brando.
Senti o horizonte, retas no fim do mundo;
pareciam a entrada da liberdade, mas vi uma prisão depois de tudo. É o ciclo dos momentos, tempestade em alto mar.Vento de calmaria, ondas de azar.
Tenho pra mim que a viajem nunca termina. O porto do desembarque, na verdade, só embarca.
Ainda gosto da loucura, e gosto do perigo.
Prefiro ir nadando, ao requinte de um barco amigo.
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