quarta-feira, 4 de maio de 2011

Sabes que escrevo

Sabes que escrevo;
escrevo, e descrevo.
E é como se orquestrasse uma sinfonia;
E cada nova página, é a melhor música do meu repertório.

Sabes que gosto de grafite;
É seu deslizar pelo branco, não sei ao certo
Mas  ao final,
percebo que não cheguei ao fim
e ai recomeço,
descrevo de novo...
Escrevo, descrevo

Sabes que não é entendível,
é um sentir insentível,
e só quem sonha em palavras sabe.

Maldita ortografia, que põe vírgulas nos amores
Do que se valem regras, quando se sentem tantos temores?
Só sei que escrevo, sem me policiar,
de pontos e acentos, vão vocês cuidar!

Gozo do meu mais belo estado,
psíquico, físico, sentimental não
Mas sabes que descrevo,
e finjo de fato viver, o que sem querer escrevo

Sou isso,
sem mais adendos
infinita revolução de sentidos,
pois como sabes, eu escrevo..


(04.05.2011)

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