quinta-feira, 28 de abril de 2011

Epifanias do óbvio,

(Pois bem amados visitantes, caso não saibam, eu componho também. Ou pelo menos, tento.Abaixo, uma canção...ou uma quase confissão.)



Epifanias    (Carol Rocha)

Metade de mim é você,
E outra parte eu nem sei,
Se é algo tão certo de ser,
Por que  nada mais eu te dei?

Talvez por falta aviso eu surtei,
Talvez por falta de juízo, amei,
Ou por falta de alguém, eu tentei
Criar amor onde nem ódio estanquei

Se alguém souber o porque,
Por favor, me explique e talvez,
Epifanias do óbvio eu terei,
Já que nem mesmo gostar eu tentei


Metade de mim é você,
E outra parte eu nem sei,
Se é algo tão certo de ser,
Por que  nada mais eu te dei?


Proclama a razão de ser,
Que eu daria amor a quem quer me ter,
E não gastaria tanto prazer
com quem nem ao menos quer me ver

Quero que saiba também,
Sou sempre inconstante,
Mas de você sou confessa refém,
Tal qual meu semblante,
Amante,
Irritante,
Constante,
Sou farsante
A mesma que diz sorridente,
‘Dessa vez vai ser diferente‘,
Acaba por fim se rendendo,
quase que no mesmo instante.


Metade de mim é você,
E outra parte eu nem sei,
Se é algo tão certo de ser,
Por que  nada mais eu te dei?


E a culpa dessa paixão de sanatório,
É de um coração já sem vida,
Que não responde mais por seus atos,
E nem quer mais outros abraços

Preste atenção, e se detenha
A amar um pedaço de linho
Ou mesmo aquele cachorrinho,
Que no seu portão apareceu
Tome cuidado, amigo,
Pois uma vez amarrado,
Não há como desfazer o nó.

Mas só se prende ao aviso quem pensa,
Que no amor não há recompensa,
Nem momentos inesquecíveis,
Os duradouros e feitos para guardar
Só se priva da luz quem não conhece,
Quem não quer sentir, e se padece
Da magia incomparável,
Luz amável, luz que não se esquece.

(29.04.2011)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Cada um é normal,

dentro da sua própria loucura; por isso, é bobagem tentar entender o que eu penso. Pra mim é normal, pra você pode ser o inferno na terra.Todos sabem que sou uma pessoa extremamente inconstante; isso se deve ao fato de que meu conceito de vida, afirma que ela deve ser VIVIDA, e não PROGRAMADA.Posso permanentemente afirmar, que vivo em uma metamorfose gradativa e inconstante alegria interna.Complicado? Me diga então o que seria da vida, se não fossem as incertezas…é dificil aceitar, mas o “não sei” é o grande filtro, que faz nosso cérebro pensar, decidir, quebrar a cara, e levar a lição pra vida toda! O problema é que, ultimamente, sabe como estou me sentindo? surda. É como se eu estivesse de frente para o melhor cantor do mundo; mas sem entender absolutamente nada, sem ouvir nada.É frustrante não entender a si mesma. E como diriam meus amigos engenheiros: "minha vida é tão confusa quanto a América Central, por isso não me acuse de ser irracional.." Sou adepta confessa da apologia do "não respondo pelos meus atos".

faz um tempo,

que não venho aqui. E é tudo culpa dele, que não passa, ou que passa rápido demais...O fato é que quando pseudo-intelectuais utilizam clichês como "o tempo mostra tudo", ou "o tempo cura tudo", estão certos. Ultimamente, o que o senhor dos ponteiros tem me dito é que pessoas não mudam: elas apenas deixam suas máscaras cairem (mais clichês...). Não é possível chegar a tão deplorável ponto, de reestruturar toda uma personalidade pronta; até porque, personalidade não se muda. De uma maneira ou de outra, tenham em mente que todos somos o mesmo personagem, do início ao fim da trama; o papel interpretado é que muda. Aliás, uma ótima palavra para descrever toda essa arredoma de clichês é papel. Vou citar o exemplo do quase amor, que é o que mais se assemelha com a minha situação: quando um homem, quer muito conquistar uma garota, o papel assumido por ele é o de romantico, cavalheiro. Ai, começam todas as frases feitas, as mensagens no meio da noite, as demonstrações de afeto, e tudo o que se assemelha a cordialidade.Uma vez tendo alcançado o objetivo, ou seja, conquistar a garota, o homem muda totalmente as características do seu personagem: passa a ficar em uma zona de conforto, de auto confiança excessiva. Basicamente, o que eles pensam é: já tenho a peça garantida, pra que vou fingir romantismo, não é?.ENTENDAM, não é assim que funciona, se um jardim já cultivado não for cuidado, as flores morrem, murcham, acabam.Ao contrário do que diz outro ditado popularíssimo, a vida não é feita de fases; não ao meu ver. Uma coisa, é mudar seus conceitos, tendo argumentos que, mais do que convencer a sociedade, possam convencer você mesmo.Outra coisa bem diferente, e um tanto quanto promíscua, é mudar suas atitudes bruscamente, por ter alcançado o ponto em que queria chegar.É claro que existem excessões, mas quando a situação envolve uma segunda pessoa, a regra é dogmática.Mostre quem você é, não viva de papéis escalados para cada momento. O diretor do seu filme é você, e se alguém tem que se adaptar à atitudes expostas, esse alguém é o mundo. A partir do momento em que seu eu, coloca uma máscara para se auto afirmar, quem perde toda a razão é você.E tenho dito.

domingo, 20 de março de 2011

anatômicamente humanos,

verdadeiramente hipócritas. E mal agradecidos eu diria; é como o que aconteceu em 1930, depois da aceitação da literatura brasileira: começaram os protestos, denúncias, reinvidicações... a diferença é que o cenário atual é extremamente sensacionalista e totalmente pobre de argumentação.A massa diz-se esquecida, e deixada de lado. Mas será mesmo que é essa a única causadora do caos urbano em que vivemos? Um exemplo célebre e perfeitamente auto explicativo são as enchentes que  param grandes cidades como São Paulo todos os anos. O que mais se escuta, no dia seguinte à tragédias como grandes alagamentos de bairros, são pessoas com as mesmas frases ensaiadas na boca: ''a culpa é do governo'',  ''é por isso que o Brasil não vai para frente'', ''Políticos corruptos'', etc. Não, meu papel aqui não é de defensora política, nem mesmo o de subjulgar atitudes populares. Mas com certeza como cidadã, tenho a obrigação de pedir às pessoas um pouco mais de cuidado ao formular suas reinvidicações: protestar é um direito de todos, mas deve ocorrer com um mínimo de inteligência e coerência. Ao dizer que seu bairro alagou por culpa do governo, a questão está totalmente certa? Você realmente acha que não tem nenhuma participação nisso? Não são os políticos que enchem de lixo as ruas; sim claro, a obrigação deles é limpar o espaço público... Mas antes disso, É SEU DEVER zelar por ele!. Antes de pedir algo, reflita, faça um exame de consciência, e tenha certeza de que o culpado primário pelo que está acontecendo não é você.Ai sim, terá todo o direito de pedir alguma coisa. E outra questão: se os governantes não estão fazendo o que deve ser feito, por que estão no poder? Quem os coloca lá somos nós, o povo! Temos que, realmente, ser a mudança que queremos ver. O que não dá é ficar reclamando, reclamanado, e continuar ai, sentado mascando chiclete.

domingo, 13 de março de 2011

Pray for Japan,


Sabe, nas últimas horas, eu tenho visto o quanto as pessoas são negativas. O que aconteceu no Japão foi algo incontestavemente horrivel. Mas por que se utilizar disso, para prever futuras catástrofes? ”o que vem por ai é bem pior”, ”o mundo está acabando”. Acho que essas não são exatamente as palavras que vão ajudar quem mais está precisando de CALMA e ESPERANÇA agora. Ao invés de espalhar maus pensamentos, digam palavras de afeto.. garanto que soarão como algo imensamente maior e mais importante.O mundo precisa de AMOR, e não de SENSACIONALISMO! 

quarta-feira, 9 de março de 2011

perseguição temática, (desabafo?)

Olha, eu até que tentei pensar em algum outro assunto para postar aqui. Mas meus leitores que me desculpem, o que realmente permeia minha mente, quase que 24h por dia é esse incompreendível fenômeno sentimental humano; sim, ele mesmo, a droga vivciante e problemática, senhor amor.Tem um tempo para me ouvir? pois bem, hoje os papéis vão mudar de lugar, eu realmente preciso colocar tudo isso para fora. Basicamente, são dois sentimentos: impotência, e arrependimento. Amo, amo sim. Sinto falta, quero estar junto a todo momento.Mas não posso... é por isso que nos ultimos tempos, tentei ao máximo me afastar. Não é facil, todos sabem disso; o que você sente quando tem que, obrigatoriamente, tratar a pessoa que mais te faz bem, como um amigo qualquer? Mas eu realmente quero acabar com isso. É um tanto quanto estranho me ver nessa situação de tristeza e sentimentalismo total. Aos que não me conhecem, sempre fui do tipo que não se apega a absolutamente nada. Mas ai, aconteceu, justo agora, eu cai. Cai, e não há NINGUÉM que possa me levantar, senão eu mesma. Meu método para reabilitação? fingir que está tudo bem. Sim, eu estou fingindo, mas por favor, não atrapalhem minha performace. Só não sei mais qual máscara colocar, meu estoque acabou, e até agora nada mudou.Que tal um novo roteiro? sim, é exatamente disso que estou precisando. Amanhã mesmo, vou sair em busca de um novo escritor, porque essa peça já deu mostras concretas de que está falida.Sempre me coloquei em primeiro lugar (não é egocentrismo, negativamente falando; é amor próprio, que aliás, todos deveriam ter) e não é agora que isso vai mudar. Não me permito sofrer mais nem um dia: só lamento que meu coração não pense assim. Vamos lá cérebro? reconstrução à vista :)

terça-feira, 8 de março de 2011

dor muscular concentrada

Sentimentalismo? é assim que estão chamando agora? Pois bem, o fato é que essa angustia, essa fraqueza, penetra justamente na parte mais sensível de todos nós.Ela toma conta com tamanha rapidez, que desfalca de maneira absurda sua auto estima, se é que ainda resta alguma. Então, você começa a mentir pra você, para que seja possível acreditar na possibilidade de recuperação; complicado, eu sei. Mas é só o começo. A vida não é injusta, você apenas não a entende como deveria.Então, seja corajoso o bastante para seguir em frente, de cabeça erguida.Vai encontrar muitas portas fechadas, é verdade... mas existe apenas uma chave de luz que poderá abrir todas elas: você! Acredite, o que tiver que ser, será. Só não sofra antecipadamente, muito menos tardamente; confie em mim, sei bem o que estou dizendo.Faça as coisas no tempo certo, e de forma clara: diga o que tem para dizer, sinta (sem moderação) tudo o que tem para sentir, e faça o que tem de ser feito, sem medo de errar.Basicamente, a situação é a seguinte: você vê uma rosa, vermelha, deslumbrante, bem no meio de um verdadeiro lago de areia movediça.Pode parecer estranho, mas aquela flor é tudo o que você deseja, naquele momento. È claro que o medo de cair na areia movediça, será grande; mas não permita que esse temor, seja maior que a tua vontade de conseguir o que quer.A felicidade está ai, estampada em todos os lugares, cabe a você lutar por ela, e não deixar que ela pule para as graças de outra pessoa.Por maior que seja a luta, e por mais fequente que se torne a dor, lembre-se que esse é um sinal do corpo que te diz: Vamos, continue! Algo aqui não está funcionando bem, e você precisa consertar. :)

segunda-feira, 7 de março de 2011

auto suficiência dramática,

E sabe qual é o grande mal do mundo?  o egoismo. É que todo mundo acha que o seu problema é pior e maior que o do outro. Acha que é o mais sofredor, o coitadinho. As pessoas tem que comecar a reclamar menos, e viver mais; olhar pro lado, e saber que existem problemas bem piores que os seus.Antes de dramatizar algo que te ocorreu, pense se a situação realmente merece tamanho escarcéu.O egocentrismo problemático não leva a nada, só faz com que as pessoas cada vez mais, te olhem com ar de pena - esse que, na minha opinião, é um dos piores sentimentos que alguém pode sentir por outra pessoa.-Não há solução? Claro que há. Tudo na vida tem jeito, acredite; não perca seu tempo se lamentando, levante-se e faça algo para que a coisa mude de figura! Mostre ao mundo do que você é capaz, e que nenhum problema tem força suficiente para ser maior que você! E se você está usando seus maus momentos para curar sua carência, e conseguir atenção dos que estão à sua volta, pense bem antes de continuar: sentimento e carinho, não se suplica, deve ser espontâneo.  

domingo, 6 de março de 2011

Vulgo amor,

Será que amar se tornou realmente mais difícil, como estão dizendo os corações quebrados pelo mundo? Que me desculpem os românticos de plantão, mas o sentimento de amor instântaneo já virou rotina. E não venham me dizer que é involuntário, pois se há uma coisa nesse mundo da qual eu tenho certeza, é de que não há como amar duas pessoas.Você terá (se ainda não teve) um único grande amor; todos os outros, serão pura confusão mental, ou simples atração carnal - que, diga-se de passagem, anda um tanto quanto aguçada nos dias de hoje-.A questão é que confundir sentimentos tornou-se incomparávelmente mais fácil de uns tempos pra cá. Culpa de meninos ou meninas calhordas? não não. A culpa é do nosso cérebro, que anda construíndo perfeccionismo e colocando muita esperança onde não há nem sinal de retribuição. Criamos uma espécie de conto de fadas, onde não existe nem o rascunho de texto.Os sintomas do amor são realmente irreconhecíveis: mas os da ausência dele, são certeiros.Antes de esboçar um sinal de insatisfação por não ser correspondido, pense se realmente existe sentimento verdadeiro; você pode ser mais uma vítima da banalização da emoção mais nobre e originalmente sincera do ser humano (vulgo amor).

Espetáculo do auto comovismo

O que parece, é que as pessoas tem um medo da vida. É uma espécie de auto proteção, feita para isolar qualquer tipo de tristeza, ou tragédia.Basta um problema surgir, que se seguem as lamúrias e lamentos contínuos.
Para ficar mais forte, a planta deve ser podada; o ser humano precisa entender que para se fortalecer, não só deve, como vai passar por provações.É preciso saber voltar situações negativas a nosso favor, e tirar delas, lições e aprendizado; essa é nossa bagagem, é esse o curriculo mais valioso que levaremos na vida. Chorar? claro, as lágrimas são bons purificadores da alma! Só tenha certeza de que seu choro não é uma cena, interpretada para comover você mesmo! O ser humano tem muito disso: vitimar-se, diante de toda e qualquer situação, ao invés de permanecer forte, e dar a volta por cima. Isso se chama ser fraco; só está provando para você, o quão pequeno é, e sua incapacidade de lidar com a tua própria vida.Saia da zona de defesa, e vai ver a vida emocionante que te espera!

entrelinhas,

“Viver é melhor que sonhar e eu sei que o amor é uma coisa boa

Tenho pra mim, que viver e sonhar são sinônimos por natureza, Elis Regina.Cada coração pulsante, tem um motivo pra viver, tem uma razão pela qual supera os obstáculos! Os sonhos, são exatamente esses motivos.Se não há sonho, não há vida. Todo ser humano leva consigo uma meta, e quase que sua vida inteira gira em torno disso. É como se agarrar em algo, para fazer com que esta viajem mundana valha a pena; é como acreditar em algo, que no futuro, se tornará sua recompensa; é simplesmente crer em uma coisa tão particularmente sua, que ninguém mais poderá sentir. Não se trata de  egoísmo; é apenas o retrato de alguém exercitando o ato de viver; de sonhar,plenamente.

Auto-sensura disfarçada,

O fato é que a manipulação acontece.Não que isso seja algo ruim; não é! Cada pessoa, tem a total liberdade para escolher A ou B.Só se deixa ser levado por opiniões alheias, quem não se contenta com seus próprios pensamentos, ou não tem tem a capacidade de nem ao menos criá-los.O problema, é que a maioria dos que fazem parte do legado de plagiadores, não o admitem se-lô.Alegam que são as grandes vítimas de um sistema que entulha conceitos e culturas pré-formadas; mas até onde eu saiba, ninguém obriga ninguém a absolutamente nada! Logo, o grande culpado por ter uma mente fútil, e uma cultura chula é você mesmo! PARE de culpar objetos externos por isso; aquilo que está na sua mente e que forma suas opiniões só está ai porque você permitiu!  Por isso, fale, grite, mostre para o mundo inteiro o que você, de fato, pensa; caso contrário, se tornará só mais uma espécie de ser humano com os direitos autorais de outro alguém mais corajoso que você.

Dueto com Lee.

Amor é um livro com páginas brancas;
Amor é sorte, com capítulos em desordem;
Amor é 1, numeral ordinário;
Amor é pensamento, desfacelando o bom senso;
Amor é novela, complexo rascunho de filme;
Amor depois, do começo de tudo;
é o ciclo da vida, inconstância do mundo!
Amor é escolha, consequência de extremos. É tudo ou nada, ou se encara, ou se enfrenta.